Amigos hoje vou falar um pouco sobre a mentira. E confesso que como Fã do Oscar Wilde, sempre comentei com Meu Marido, que essa Frase me intrigava,: Para ser popular é indispensável se medíocre. Hoje entendo (na minha perspectiva é claro )
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| Ser Mentiroso é ser Popular? |
Tenho um amigo que sempre falava de sua mãe, de origem italiana, elegantíssima. Da fortuna que o avô perdera, imensa, motivo pelo qual não era, pessoalmente, rico. Um dia soube a verdade: a mãe passara a vida vendendo verduras na feira. Gritava o preço do tomate. Nunca fazia as unhas e só ia ao cabeleireiro uma vez ao mês, para, como ela mesma dizia, “aparar a juba”. O tal avô nunca fora milionário, mas um imigrante que veio ao Brasil colher café. Meu amigo acreditava na própria mentira.
Conheço inúmeras pessoas que mentem, inventando origens fidalgas. Para falar a verdade, mente-se por qualquer motivo: comentam que a amiga está bem vestida, quando acham um horror; elogiam alguém que emagreceu, para comentar nas costas que continua gordíssima. Mentem que concordam apenas para agradar, ou não contrariar, para depois se contrariarem.Eu mesma já menti muito: dizia que ia viajar para fazer tratamento médico, para ter licença do Banco apenas para fazer viagens internacionais.Mentia que não tinha implante de silicone, (que o peito firme era natural, ( que não havia comprado ) Mentia pros meus amigos Ministros e Grandes Empresários, (resultado, não ganhei nada de bom ). Dizia que estava ocupada para fugir de alguém ou de um compromisso; finjo para mim mesma que no próximo mês começo um regime e perderei a barriga, que escreverei um livro (autobiográfico) a cada semana. Ultimamente, GRAÇAS AO BOM DEUS, parei com isso. Se me convidam, digo que não posso. Se vou algum almoço e não gosto, digo isso mesmo, que não gostei. Sempre dá errado, a pessoa preferia uma mentira. A franqueza, descobri, é muito malvista. Até considerada falta de educação.
Robert Feldman é professor na Universidade de Massachusetts, nos Estados Unidos. Durante 40 anos, fez uma pesquisa sobre o ato de mentir. O resultado é o livro Quem é o mentiroso da sua vida?. Segundo afirma, a maioria das pessoas mente três vezes no curso de uma conversa de dez minutos. Quanto maior o grau de interesse que temos numa pessoa, mais compelidos a mentir ficamos. No primeiro encontro, parceiros inventam viagens que nunca fizeram, talentos que não têm. Pais ensinam os filhos a mentir: se o telefone toca, a mãe pede para o filho dizer que não está. E assim por diante.
Como no caso do meu amigo com a mãe “chique”, a pessoa acredita na própria mentira. Deve no banco, usa carro velho, mas garante a si mesmo e aos outros que logo comprará um outro, importado.
O pior: quando pego numa mentira, para se livrar da tensão de ter sido descoberto, o mentiroso inventa para si mesmo alguma coisa contra o outro. Assim se sente melhor. Conheci um pessoa dias desses que contou tanta mentira mas tanta que não caberiam aqui. Das mais descabíveis as mais supérfluas. E o pior os amigos ao redor mentem para ele fingindo que acreditam na mentira dele. E ai fica assim ele finge que é verdade e ELES que acreditam. A psicologia forjou um termo para designar aquele que faz da mentira um hábito: síndrome de Münchausen. Os mentirosos inventaram outro: “mentira branca”, aquela que não prejudica ninguém. Para mim, não existe a tal “mentira branca”, e ainda bem que me livrei delas. Tem gente que mente como respira. Mentira é mentira, e a tal “mentira branca” é só uma mentira a mais.
Mas o mundo é hipócrita prefere a " mentira" e como diria Wilde "Pouca sinceridade é uma coisa perigosa, e muita sinceridade é absolutamente fatal."
Fatal???? Isso é assunto para outro post
Mas quem sou eu para julgar? Só me resta pedir misericórdia ao senhor para que nos perdoe, e nos ensine a AMARMOS uns aos outros como ELE NOS AMA.
#FALEI




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