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18 de agosto de 2014

Mulheres Lindas são livres de estereótipos


O que define você? Elogios ou insultos? Padrões ou estereótipos sociais? Somos definidos por rótulos, tanto pelos outros, tanto por nós mesmos… “Os “rótulos” ditados pela sociedade são diferentes em várias maneiras de como nós mesmos nos vemos. Às vezes, pode parecer confusa a linha entre nossa identidade e a identidade que os outros nos dão. Isso “torna difícil a libertação dos limites criados pela sociedade, e altera a percepção que temos de nós mesmos.” Por isso, gostaria de falar sobre mulheres de cabelos curtos. 
Pois, mulher de cabelo curto é raridade.

A Disney “caga” pra isso, esticando sempre ao máximo a cabeleira das heroínas. Aliás, uma pesquisa recente,mostrou que 80% das brasileiras preferem os fios longos porque acham mais sexy e que, ao deixá-los deste jeito, agradarão mais aos homens. É isso mesmo produção? E eu que pensei que a época medieval… retornando ao assunto, quer dizer então que nós mulheres precisamos agradar aos homens? Hum! Sei outra vez me enganei pensei que tivéssemos que agradar a nós mesmas! 

A mídia, (informação em massa) se tornou um ditador de regas. Alguém conhece princesa famosa de cabelos curtos? Porque eu, honestamente, não me lembro de nenhuma. Daí que este texto aqui, a partir deste exato momento, poderia virar justamente uma ode às corajosas que nadam contra a maré, cospem em pesquisas de tendência e esfregam seus cortes Joãozinho na cara da sociedade: vulgo eu. Vulgo você, que tem cabelo curto e que está me lendo agora. Mas não sou previsível. Sou uma “escritora” talentosa, criativa, prestes, inclusive, a me candidatar à vaga deixada por um dos recém-falecidos na Academia Brasileira de Letras – e com isso me refiro não ao Ariano ou ao Ubaldo, mas sim ao Severino, que servia chá aos imortais toda tarde e semana passada enfartou, coitado. 

Como eu dizia: eu surpreendo, me amo, e tendo a me agradar.Mas esse texto não exalta as mulheres-de-cabelos-curtos. Primeiro porque não somos piores nem melhores que ninguém, assim como também não são as mulheres-de-cabelos-compridos-até-os-joelhos. Segundo e principalmente porque esses textos que nós mulheres escrevemos louvando qualquer característica física feminina (as narigudas, as de peito pequeno, as gordas, as cotoveludas, as com pelo, as barrigudas, e um lista infinita) são, na verdade, uma tentativa desesperada de nos justificar perante um mundo que nos julga e nos compara a todo minuto.

 Eu não quero e nem preciso me defender de nada. Eu não quero ter que fingir que me acho superior a alguém para me sentir segura. Se tenho o cabelo curto e estou me sinto “fodona”que bom pra mim. Se você tem um nariz mais achatado que o meu (duvido) e por isso se acha a última brownie do pacotinho, sério, animal, ô dó da formiguinha. Tudo vale a pena quando a alma não é pequena, já dizia o imortal Fernando Pessoa. 

O que quer dizer basicamente, que se você não é uma megera mesquinha que precisa diminuir os outros para se sentir poderosa, já tá ótimo, pode tudo. concluindo, este não é um post sobre mulheres de cabelos curtos. É sobre mulheres que fazem escolhas buscando a própria satisfação e felicidade. Sobre meninas que querem ser felizes do jeitinho que acharem melhor naquele momento. É um post sobre aquelas que preferem se unir a competir umas com as outras. Em outras palavras, um texto sobre mim ok é óbvio, um texto também sobre você, sua linda

#Falei

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